sobre o evento
"Os Emigrantes", de Slawomir Mrozek, surge nesta encenação como uma profunda e inquietante reflexão sobre a condição do imigrante, transpondo o conflito humano diretamente para o centro do palco no coração de um teatro abandonado. É o teatro dentro do próprio teatro. A ação centraliza-se num espaço cénico minimalista que funciona como um microcosmo, transformando o refúgio das duas personagens no centro do próprio mundo.
Originalmente planeada para o Teatro Animação de Setúbal (TAS) em 1978 e agora recuperada pela sua premente atualidade, a produção explora o quotidiano de dois homens de origens distintas que partilham o mesmo submundo. Ao encenar a luta pela sobrevivência como um jogo teatral explícito e confinado, a peça expõe o paradoxo das cidades modernas, onde a promessa de liberdade coexiste com a xenofobia, o medo e o isolamento.
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