O Galo de Barcelos
Diz a lenda que um galo assado se ergueu da travessa para cantar — e provar a inocência de um peregrino já condenado à forca.
Um galego a caminho de Santiago foi acusado de um roubo que não cometera e condenado a morrer. Levado perante o juiz, que jantava um galo assado, jurou: «Tão certo como eu estar inocente, é certo que este galo cantará quando me enforcarem».
Ao erguer-se a forca, o galo levantou-se no prato e cantou. O peregrino foi solto e, ao regressar, mandou erguer o Cruzeiro do Senhor do Galo, hoje guardado ao relento no Paço dos Condes.
Pintado de barro e cores vivas, o galo saltou da lenda para as bancas da feira e, dali, para o mundo — é hoje o souvenir e o símbolo informal de Portugal inteiro.
Tão certo como eu estar inocente, é certo este galo cantar.
— o peregrino, segundo a lenda
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