A Louça e o Figurado
Do barro vermelho do Cávado nasceu uma das tradições oleiras mais vivas do país — e o figurado que lhe deu nome de arte.
Barcelos cozeu louça utilitária durante séculos, mas foi o figurado — pequenas figuras de barro, santos, diabos e cenas do quotidiano — que a tornou inconfundível.
Rosa Ramalho, oleira nascida em 1888, transformou esse barro popular em arte reconhecida lá fora a partir dos anos 50, abrindo caminho a gerações de figureiros que ainda hoje mantêm o forno aceso.
Na feira e nas olarias da cidade, o vermelho vidrado e o pintado à mão continuam a sair das mãos de quem aprendeu a moldar antes de aprender a escrever.
O barro não engana: sai das mãos aquilo que vai na alma.
— dito das oleiras
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